O mundo mal se recuperou da pandemia de covid-19 e três outros vírus já preocupam especialistas. Combinação de fatores tem favorecido evolução e propagação de patógenos.
O cenário global em 2026 apresenta um panorama viral complexo que mantém especialistas em doenças infecciosas em estado de alerta. Longe de termos deixado a era pandêmica para trás, uma combinação de fatores vem criando condições cada vez mais favoráveis para que vírus evoluam e se espalhem com velocidade crescente. Entre eles, aquecimento global, crescimento populacional e maior mobilidade humana.
Em um artigo publicado na revista The Conversation, Patrick Jackson, professor adjunto de Doenças Infecciosas da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, identifica três vírus que merecem atenção especial neste ano: a gripe aviária H5N1, o mpox e o pouco conhecido vírus Oropouche.
Embora muito diferentes entre si, todos cruzaram novas fronteiras e ampliaram seu alcance. Isso não deve produzir alarmismo, mas sim vigilância estratégica diante de ameaças reais que mostram sinais de expansão.
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- Gripe aviária H5N1: do gado aos humanos
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Sarampo, chikungunya e outras ameaças virais em 2026
Além desses três protagonistas, outros vírus também começam a gerar preocupação. O chikungunya, por exemplo, provocou mais de 445 mil casos suspeitos e confirmados em 2025, com ao menos 155 mortes até setembro, segundo o IFL Science. Somente no Brasil, foram 129 mil casos e 121 mortes, de acordo com o painel monitoramento das arboviroses, do Ministério da Saúde.
Ao mesmo tempo, o vírus Nipah voltou ao radar após um surto recente no estado indiano de Bengala Ocidental, embora especialistas ressaltem que, por ora, ele não demonstra capacidade de causar uma pandemia. O Ministério da Saúde confirmou nesta semana que nenhum caso foi registrado no Brasil.
Há ainda os velhos conhecidos, que muitos acreditavam já controlados. O sarampo, por exemplo, ressurgiu com força em vários países devido à queda nas taxas de vacinação, colocando em risco até mesmo o status de erradicação da doença em lugares como os Estados Unidos.
Paralelamente, alguns especialistas alertam que vírus como o HIV podem voltar a crescer caso continuem os cortes em programas internacionais de cooperação em saúde.
Fonte: G1