





O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga a suspeita de que dois servidores comissionados da gestão Eduardo Paes não cumpram efetivamente as funções públicas para as quais foram nomeados. O inquérito mira Armed Nemr Sarieddine, ligado ao Costelão do CADEG, e Marcelo Novaes Franco de Souza, administrador do Cachambeer.
Os dois foram nomeados como Assistente I e têm jornada de 40 horas semanais informada pela Prefeitura. Armed assumiu o cargo em fevereiro de 2023, com remuneração bruta de R$ 17.263,96. Marcelo foi nomeado em março de 2024, com vencimentos brutos de R$ 20 mil.
A Prefeitura chegou a informar ao MPRJ que havia sido apurada "frequência integral" dos servidores. A declaração, porém, esbarrou no Conselho Superior do próprio Ministério Público.
Fonte: ururau
MP mandou verificar presença dos servidores.
O Conselho Superior não se limitou a mandar reabrir a apuração. Determinou diligências para verificar a rotina dos dois comissionados.
No caso de Armed, o voto de Ana Cíntia registrou que, embora constasse no procedimento a informação de que ele havia deixado o quadro societário da Lanchonete Costelão do CADEG em janeiro de 2024, uma consulta ao Instagram encontrou conteúdo produzido por ele em dezembro daquele ano, aparentemente dentro do estabelecimento.
A procuradora destacou que a publicação teria sido feita "em dia útil (segunda-feira) e em período diurno".
O MPRJ determinou então que agentes do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) fossem ao Costelão e ao Cachambeer, entre 9h e 18h, para verificar a presença dos servidores.
A ordem também determinou diligência na Secretaria Municipal da Casa Civil para verificar se Armed e Marcelo estavam no local onde deveriam exercer suas funções públicas.
Além da verificação presencial, o Ministério Público decidiu buscar registros objetivos do trabalho: controle de ponto, trocas de e-mails, acessos aos sistemas institucionais e documentos elaborados pelos dois comissionados.