Lei exige a renúncia para evitar o uso da máquina pública em favor das candidaturas. A maioria deles deve tentar uma vaga no Senado.

Onze dos 27 governadores renunciaram ao mandato para serem candidatos na eleição de outubro, segundo levantamento do g1. O prazo da desincompatibilização terminou no último sábado (4).

Dos 11 governadores, dois já se lançaram na disputa presidencial: Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais.

Outros oito devem tentar uma vaga no Senado, que neste ano vai renovar 54 das 81 cadeiras:

  • Antônio Denarium (Republicanos), de Roraima;
  • Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro;
  • Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal;
  • Gladson Cameli (PP), do Acre;
  • Helder Barbalho (MDB), do Pará;
  • João Azevêdo (PSB), da Paraíba;
  • Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso;
  • Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo.
  • O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), disse que não seria candidato neste ano e concluiria o mandato, mas mudou de ideia e renunciou no sábado, último dia do prazo. Ele não anunciou para qual cargo pretende concorrer, mas a tendência é que dispute o Senado também.
  • A eleição para o Senado é considerada estratégica tanto para o governo quanto para a oposição neste ano. Além de propor e votar leis, a Casa tem atribuições determinantes para o funcionamento do sistema político, como a sabatina e a aprovação de indicados para o Supremo Tribunal Federal (STF), para a Procuradoria-Geral da República (PGR) e para o Banco Central.
  • Cabe aos senadores também julgar o presidente da República e ministros do STF acusados de crimes de responsabilidade, em processos de impeachment.

 

Fonte: G1