Por Edson Araújo, g1 

A greve dos trabalhadores terceirizados de manutenção e montagem industrial que atuam no setor de petróleo chegou ao quinto dia nesta terça-feira (22), em Macaé, no Norte Fluminense.

A paralisação começou na última sexta-feira (18) e segue por tempo indeterminado.

Uma audiência de conciliação foi convocada pela Justiça do Trabalho para esta quarta-feira (23), às 15h, no Rio de Janeiro, com a participação de sindicatos e mais de 30 empresas terceirizadas, na tentativa de avançar nas negociações.

A expectativa é que o encontro possibilite a construção de um acordo entre as partes. Uma nova proposta deverá ser submetida à avaliação dos trabalhadores. Enquanto não houver definição, a greve permanece em andamento.

A paralisação envolve profissionais que atuam em atividades de manutenção e montagem industrial, tanto em terra quanto em unidades offshore da Bacia de Campos.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Pintura Industrial, Construção Civil e do Mobiliário (SINTPICC-RJ), a greve foi aprovada após os trabalhadores rejeitarem uma proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.

Entre as reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 15%, vale-alimentação de R$ 1 mil, mudanças na escala de trabalho, melhorias nas condições de segurança, ampliação do efetivo a bordo e igualdade nas condições de trabalho entre terceirizados e funcionários próprios.

De acordo com a categoria, os trabalhadores embarcados cumprem atualmente escala de 14 dias de trabalho por 14 dias de folga. A reivindicação é pela adoção do regime de 14 dias embarcados para 21 dias de folga.

O movimento também recebeu apoio do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). O coordenador-geral da entidade, Sérgio Borges, afirmou que o sindicato já vinha denunciando problemas relacionados às empresas prestadoras de serviço e declarou apoio aos trabalhadores terceirizados.