











O Ministério da Saúde incluiu o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o rastreamento do câncer colorretal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (10) e já está em vigor.
O novo procedimento será destinado a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos. O exame deverá ser realizado a cada dois anos como estratégia de rastreamento e detecção precoce da doença.
Apesar de a portaria já estar válida, o novo procedimento começará a ser registrado nos sistemas do SUS a partir do próximo mês.
Como funciona o teste
O Teste Imunoquímico Fecal é utilizado para identificar a presença de sangue oculto nas fezes, que pode estar associado a alterações no intestino. O procedimento será oferecido na modalidade ambulatorial e foi classificado pelo Ministério da Saúde como um exame de atenção básica.
A inclusão do FIT faz parte do novo protocolo adotado pelo SUS para ampliar o rastreamento do câncer colorretal antes do aparecimento de sintomas.
O exame, no entanto, não é destinado à investigação de pessoas que já apresentam sinais da doença ou que tenham suspeita clínica de câncer. Nesses casos, o paciente deve seguir o fluxo de investigação e diagnóstico indicado pelos serviços de saúde.
Ampliação do rastreamento
Segundo o Ministério da Saúde, a medida pode ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal para mais de 40 milhões de brasileiros dentro da faixa etária estabelecida.
O câncer colorretal está entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil, considerando os tumores que não são de pele do tipo não melanoma. A estratégia de rastreamento busca identificar alterações antes que a doença provoque sintomas, aumentando as possibilidades de diagnóstico em fases iniciais.
Mudança nos procedimentos do SUS
A portaria também alterou a descrição de um procedimento que já fazia parte da tabela do SUS para pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Com a mudança, a descrição passa a contemplar diferentes métodos e técnicas utilizados no rastreamento do câncer colorretal.
Para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, os serviços de saúde deverão registrar especificamente o novo procedimento correspondente ao Teste Imunoquímico Fecal.
A medida havia sido anunciada anteriormente pelo Ministério da Saúde como parte da atualização do protocolo de rastreamento do câncer colorretal no sistema público.
Fonte; ururau