Aos 106 anos, Carmelina Alves Nogueira se prepara para participar das Eleições 2026. Moradora do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, ela afirma que pretende comparecer às urnas neste domingo (4).

Nascida antes da criação do primeiro Código Eleitoral brasileiro, em 1932, Carmelina acompanhou ao longo de mais de um século diferentes transformações políticas e mudanças no sistema eleitoral do país.

Para ela, o voto continua tendo um significado simples: participar da escolha dos representantes. Ao falar sobre o que espera dos candidatos eleitos, Carmelina defende honestidade e responsabilidade na administração pública.

Brasil tem quase 300 mil eleitores com 100 anos ou mais
Carmelina faz parte de um grupo que reúne 298.239 eleitores com 100 anos ou mais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles representam 0,19% do eleitorado brasileiro.

Apesar de terem o voto facultativo, esses eleitores podem participar normalmente das eleições.

O Brasil possui atualmente 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Entre eles, mais de 22 milhões estão em faixas etárias nas quais o voto é facultativo.

O Rio de Janeiro concentra o maior número de eleitores centenários, com 105.262 pessoas, seguido por São Paulo, com 79.874, e pelo Rio Grande do Sul, com 21.022.

Uma vida marcada pela família
Carmelina se casou aos 16 anos e dedicou grande parte da vida à família. Ainda no interior paulista, o marido recebeu uma proposta de trabalho na antiga Estrada de Ferro Sorocabana, o que levou a família a se mudar para a capital quando ela tinha cerca de 30 anos.

Ao longo da vida, teve 11 filhos, quatro deles ainda vivos. A família atualmente reúne cinco gerações.

A rotina da eleitora centenária também chama atenção dos familiares. Ela mantém a mobilidade e costuma utilizar uma bengala, embora, segundo a família, muitas vezes prefira carregá-la para “passear” a utilizá-la como apoio.

As comemorações de aniversário também são uma tradição. Depois das festas, Carmelina costuma se despedir dos familiares com uma frase que virou marca registrada: “até o ano que vem”

 

Por G1.